ensinar e aprender.

Apesar das tristezas, me consola o fato que errei tentando acertar. Posso ter falado coisas que não devia mas na grande maioria das vezes fiz o que pude pra passar amor e não raiva, que queria entender o outro lado e me desculpar, também. Ontem a psicóloga me disse que não posso esperar que os outros mudem, e que o que se pode, não sem muito esforço, é mudar algumas coisas sobre si mesmo, e tentar fazer com que o que te incomoda não interfira tanto em como se sente sobre si mesmo e afete outros aspectos da sua vida.

Me dói ter colocado tanto esforço em algumas coisas e ver tudo se esvair. Mas vai passar.

Tudo passa, tudo passará…

À noite, também ontem, a profa. de Leitura e produção de textos nos passou a leitura de “A importância do ato ler” e disse que provavelmente iríamos pensar em professor quando Freire falasse educador, mas que de algum modo, todos somos educadores, ensinamos algo uns aos outros. Voltei pra casa pensando nisso, e o que mais me veio à mente foi quando escolhi abraçar, em vez de xingar ou ir embora de modo brutal. Quando escolhi aconchegar, mesmo sem entender o porquê da tristeza. Quando escolhi acreditar, em vez de assumir coisas sem ouvir primeiro. Quando resolvi tentar acabar um mal-entendido entre amigos fazendo-os se verem como seres humanos, em vez de simplesmente não-agir. E, voltando ao início, erro muito também, mas isso que já fiz, consegui por tentar, ou simplesmente fazer, querendo o bem. Querendo que as coisas sejam menos pesadas, se não pra mim, pelo menos para o outro.

A raiva que pode dar por me doar dessa forma, pode até vir, por falta de entendimento meu sobre os mecanismos das relações humanas, pela falta de experiência em certas coisas, mas passa.

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o que não está.

Hoje expuseram numa conversa entre amigos a coisa que mais odeio no meu corpo (sem saberem). Quis fugir, correr, chorar. Mas não fiz nada disso. Só fiquei lá e reagi minimamente ao que eles continuaram falando (que aliás também era um assunto frágil pra mim). Pra fechar o cutucão na ferida, eu tive psicóloga hoje então eu estava realmente frágil… A coisa “legal” que aconteceu foi me ver conversando de boa com alguém interessante sem ficar nervosa.

Voltando pra casa lembrei de algo que falaram no tai chi num dia que o assunto foi sobre “visão”, que era mais ou menos: perceber o novo é fácil, difícil é notar o que falta. Talvez eu esteja em uma fase muito intensa e exagerada de pensar no que falta em mim.

hard days.

Os últimos dias foram barra. Isso é tudo que quero escrever por enquanto aqui, publicamente. E os próximos provavelmente também vão continuar sendo, início do novo estágio e volta às aulas. Mas vou, na cara e na coragem.