shield wall, mas nem tão viking assim.

Em meio ao trabalho, tentando não me deixar levar por pensamentos de derrota ou qualquer coisa do tipo, me vem uma bomba. Quase sempre vem. Um cliente que costuma vir pelo menos 2 vezes na semana, até então simpático sem ser invasivo, de repente me pergunta se tenho “zap”. Não sei suas intenções, quando se sabe, de quem quer que seja? Mas nessa posição, vendedora e mulher, minhas defesas se erguem, o alarme soa. Faz pouco tempo que aconteceu, me sinto rígida e sem ar. A defesa me faz encolher, e não dá espaço pra contra-ataque. Só consegui responder que sim, tenho. Me pediu para anotar e entregar junto aos livros, mas aproveitei a deixa da finalização da venda e mantive meu silêncio. Obrigada, até a próxima.

Uma “parede de escudos” foi erguida, mas ainda sem aquele vigor viking. O vigor de quem tem uma estratégia, uma carta na manga, que avança e quer morrer lutando, morrer dignamente.

Havia resposta melhor a dar? Ah, mas pra quê o senhor quer? Com que interesse? Prefiro não, obrigada. Acho que serviriam, mas em momentos assim eu congelo. Eu poderia ter dado, e a qualquer sinal de treta, me impor, ainda que online… Mas só de pedir já não é motivo para me impor? Não me sinto confortável em dar contato a quem não conheço, ainda mais sem motivo explícito, e isso deveria ser suficiente para eu não me sentir mal em ser mais firme. Deveria ter dito que não tinha a merda do “zap”, e a coisa acabava aí. Não quero me sentir encolhida por isso, não vou… Mas…

objetividade x subjetividade.

E então a oportunidade veio, mas não tive que escolher. Tenho sorte porque já tenho um estágio garantido, mas claro que me decepcionei. Décimo oitavo lugar dentre 29 no total. Sabia que se não conseguisse ficaria com a sensação de que todo o nervosismo me preparando pra entrevista e aguardando o resultado seria em vão, mas não vejo como poderia ser diferente, mesmo nos próximos processos seletivos. Perdi a prova do estágio da Justiça Federal esse domingo que passou, e estava confiante sobre esse outro, mas…

O critério foi “conceitual” (!!) . Isso foi o que uma das responsáveis pela seleção afirmou em um e-mail à um amigo que questionou sobre a disponibilização da lista completa e notas (ele infelizmente também não passou). Me peguei pensando sobre critérios, já que muitas vezes me senti nervosa pela forma que as avaliações são feitas, o que um professor sabiamente colocou, avalia a detenção de uma informação em um curto espaço de tempo e não considera o todo. Hoje me vi confrontada pelo que desejei, uma avaliação que visse mais do que respostas certas, números, etc. E essa avaliação que desejei não me aprovou. Mas será que o problema não seria a falta de transparência? A subjetividade em determinar que um fique em primeiro e outro em último sem ao menos entender porquê, não seria tão injusta quanto uma objetividade ligada a números e informações momentâneas?

adeus.

Houve vários dias em que me culpei, me culpei por encontrar um amigo e ter o azar de ele gostar de mim, a ponto de medir minhas ações para não machucá-lo e coisas do tipo. Acho que ainda me culpo. Eu era feliz por ter alguém que mora perto de mim e que se dava tão bem comigo, além de me fazer ver o melhor em mim e dar conselhos como ninguém. Talvez o que eu dei em retorno não tenha sido o suficiente; talvez o que eu dei só foi o suficiente pra trazer decepções, e um dos motivos pra essa pessoa ter depressão. Me senti e me sinto culpada, por ter uma amizade assim e ao mesmo tempo sentí-la tão frágil. Também por usar essa amizade como comparação para todas as outras, o que me traz problemas ainda hoje. Eu me afastei, não poucas vezes, e tive afastamento como resposta também. Pouco a pouco. E levando junto outras pessoas, não sem minha “cooperação”. Mudei de curso, fiz outras amizades. E acompanhava de longe, pessoas que eu costumava conhecer. Que pareciam palpáveis, mas já estavam mais longe do que eu poderia imaginar. Devo estar sendo pretensiosa, mas quem não é?

Eu já sabia, mas recebi o “aviso” hoje. Acho que sou boa em ler nas entrelinhas. Parecia uma reaproximação, uns meses atrás, mas de repente virou distância de verdade, e aí eu percebi. Devo estar dando um tom grave a isso, mas não é intencional. Você ganha o que deu, e é isso que estou vendo agora. A dor de quem ama deve ser bem pior do que aquele que não aceita esse amor, pelo menos não do jeito que o outro espera – mas também é dor. Fico feliz por você, adeus.

decisões.

A oportunidade está por perto, mas não sei se é hora de agarrá-la. Fazer isso significa abrir mão de um planejamento financeiro meio fajuto, mas quase certo. Mas também significaria abrir os braços pra mais aprendizado e outras possíveis oportunidades; pra um ambiente de trabalho menos tóxico e mais condizente com o que acredito (ou não). Se’s e ou’s… Amanhã à tarde terei o resultado, e pensar que ainda há possíveis consequências que precisam ser enfrentadas com cautela…

só uma fase?

Tava lendo um post do Papo de Homem sobre agressividade nas crianças e com o desenrolar do tema sobre a adaptação delas com a nova forma de se comunicar, se fazer entender, pensei em perguntar pra minha mãe como eu era quando mais nova. Ela não lembra da idade em que aprendi a ler, que comecei as séries, o que é bem triste pois me sinto sem uma “memória” ou referencial. Mas ela comentou que devido a uma mudança de casa acabei fazendo duas séries iniciais em um ano só. Diz ela que a professora, que dava aula em duas séries na mesma sala, falou que eu respondia as perguntas que ela fazia à outra turma, mais avançada que a minha. Me recordo de algo do tipo acontecendo na terceira série, então não sei se minha mãe misturou as lembranças. Engraçado ver como as coisas mudam… Queria ter pensado em registrar mais coisas da minha vida antes.

Talvez eu me sinta agora em uma fase do tipo. Uma fase em que tô aprendendo algo mas não sei muito bem o que fazer com isso, sem paciência, chatinha, esse tipo de coisa. Espero que depois que a fase passar o resultado seja bom…