pra começar bem o dia.

O dia começou mal, e provavelmente foi culpa minha. É engraçado como um mal entendido pode te afetar  ainda mais eu, que raramente reclamo de algo sem ser com meus amigos e além disso num grupo de yoga.
Em resumo, perguntei se deveria ter alguém no local de inscrição, porque estava fechado (mas dentro do horário informado). Depois comentei que um amigo foi e não tinha conseguido se inscrever, e quando voltou mais tarde já era a última vaga da lista de espera. Passou final de semana, e dando aquela olhada básica no Facebook após acordar hoje, me deparo com um textão da professora, falando que era um trabalho voluntário, que havia outros locais que ofereciam yoga de graça, etc etc. Certo, eu tinha soltado um “[…]complicado :/” no final da minha “reclamação”, e provavelmente isso que fudeu tudo. Minha breve experiência com a coordenação influenciou isso, uma vez que quando me inscrevi semestre passado também tive que ir em mais de um horário pra encontrar alguém lá, e mesmo quando fiz minha inscrição dessa vez, tive que esperar alguém chegar. Minha “indignação” é com a coordenação, não com quem guia as práticas.
Escrever isso tá sendo mais como um descarrego, porque acho que não deveria mais estar remoendo essa situação. Deve ser meu ego ferido, vendo que mal começaram as aulas e já causei uma impressão ruim; procurando motivos pra me embasar, me defender, e internamente criando raivinha da professora por ter agido dessa forma. Estou escrevendo isso antes de ir pra lá, e espero que as coisas não fiquem num clima chato, seja coisa da minha cabeça ou da parte dela. Parece ter um fantasminha rondando minha cabeça lembrando do que houve, e espero que ele suma. Não quero que esses sentimentos afetem meu aproveitamento da prática porque, definitivamente, percebe-se por esse e os últimos posts, estou precisando bastante.
As lições do dia foram: você não está livre de tretas nem dentro do yoga e watch your mouth, girl.
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o problema de uma viagem para o futuro.

Provocada por um dorama em que o protagonista pode viajar para o futuro (Tomorrow with you, a quem interessar), percebi o quão pesado pode ser esse fardo. Achar que pode mudar um acontecimento, de certa forma implica em acreditar que você é onipotente e controla todas as variáveis que culminaram naquilo. Talvez o peso da ansiedade se deva a isso, porém numa escala menor, uma vez que você não presenciou os acontecimentos, apenas (?) ruminou todas as variáveis possíveis segundo o que se tem no agora. Bem, melhor não pensar tanto sobre o quê é mais pesado que o quê. Temos uma perspectiva humana para tudo que nos rodeia, segundo conhecimentos baseados em outras perspectivas humanas de épocas passadas; e num escopo menor ainda, temos uma perspectiva pessoal, o que limita mais ainda o que se “sabe”, mas também é o que nos torna únicos.

emma e o auto-engano.

Pode conter spoilers.

No fim desse feriadão, peguei a mini série Emma, adaptação do livro com mesmo nome, por Jane Austen, pra tentar finalizar. Notei então uma nuance que, creio eu, só consegui enxergar por conta da obra que estou lendo atualmente: Auto-engano, de Eduardo Gianetti. Em uma determinada cena, após um certo rapaz precisar partir, ela se percebe achando tudo sem graça, e logo chega a uma conclusão: deve estar apaixonada! Uma vez que ela julga não conhecer como é possuir tal sentimento, ao sinal de uma mudança no modo de ver seu dia-a-dia, sua lógica é de que só poderia ser isso. E assim, soma-se mais um engano ao conjunto dos que ela já cometeu.

Não diferente do que acontece atualmente, já naquela época, em meio às relações sociais características, temos o engano com os outros e auto-engano. A discrepância reside quando ela percebe o erro, e logo se recompõe. Quão difícil tem se tornado esse processo de refletir sobre o próprio sentimento? Austen dá vida a Emma, que apesar de viver de forma rica e confortável, não se deixou levar por esse sentimento de novidade trazido com alguém novo.

Particularmente, durante a leitura não me envolvi muito. Mas me senti curiosa pra saber qual o fim de todo aquele emaranhado de impressões que Emma tecia. A adaptação da BBC está se mostrando fiel à obra, e me fazendo observar outros aspectos que não havia notado a princípio. A série está disposta em 4 episódios, que encontrei disponíveis para ver online neste link. Fica a indicação.