o controle.

Quando pensei em escrever sobre isso tinha mais ideias, mas tava no ônibus e simplesmente esqueci. Todo o insight surgiu quando estava na parada esperando o bendito. Meu olhar desfocado, os carros passando. O vento batendo e balançando meu cabelo. Logo ali, bem na minha frente, uma loja de cerâmicas, paisagismo, etc. Um moço coloca seu gatinho dentro de um vaso, apóia suas pernas e folheia um jornal. Meus olhos marejam, a visão se turva diante daquela cena. Não vou mentir, senti inveja. Nem sei quão confusa pode ter sido ou ainda é a vida daquele rapaz. Mas naquele momento, acredito que ele estava em paz, e quis ter aquela paz também.

Quando nos apaixonamos
Estamos apenas nos apaixonando
Por nós mesmos
Estamos em espiral

Meu cabelo balança, mas na maioria das vezes não se solta de sua raiz; as rodas dos carros giram em torno do eixo, e eles se rendem à gravidade. Achando que posso mudar meu comportamento para o que bem entender, me engesso com o não conseguir. Percebi que criar consciência das coisas tem me feito querer mudá-las num estalar de dedos. Essa consciência deveria me inspirar a descobrir quem sou e adequar a minha visão a isso, e não o contrário. Me tornar parte do mundo entendendo o outro e a mim mesma. E é todo um processo até lá.

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