vestida de sonhos.

Um garotinho subindo uma rua enladeirada, calçada. Com os braços abertos. Como se abraçasse o mundo, simplesmente porque deu vontade. E eu, num coletivo não lotado (!), me controlando para não mover meu corpo no ritmo da música, a caminho do trabalho. A música se chama Dressed in dreams. Apropriado, hum?

ano (nem tão) musical do last.fm e outras coisas.

Um post em vibe de “ano que passou” pra ressuscitar o blog. Hoje é meu penúltimo dia de férias e sinto que fiz exatamente vários nadas, mas vida que segue. Essa primeira quinzena foi cansativa e estressante. Ver coisas erradas que afetam meu trabalho se torna algo que pesa no meu dia e acabo levando pra casa por motivos de ser dessas. Em dezembro surgiram vislumbres de uma renovação na minha vida, fiquei super ansiosa e com medo por conta das escolhas que teria que fazer, mas até agora ainda não aconteceu nada. Tive muitos insights sobre a forma que tenho lidado com meus problemas ultimamente, que renderam uns bons dias na bad e pensando (porque a bad é assim né, pensando até não dar mais), porém já esqueci várias das “reflexões” que eu poderia registrar aqui, ou simplesmente não tava afim no dia e deixei passar.

Uma delas foi perceber que parei de fazer muitas coisas que, de algum modo, me ajudavam a relaxar ou simplesmente sair um pouco das minhas crises. Um exemplo é ouvir música. Costumava ouvir bastante, gastar bastante tempo procurando artistas novos e tudo mais. Perdi gradativamente isso nos últimos dois anos, e quero tentar retomar. O que figurou no que se passou foram principalmente músicas que eu já conhecia, justamente as companheiras de bad. O fato é, nem só de música triste se vive, e as mais pesadas (metal etc) me ajudavam mais a extravasar a raiva, ou simplesmente curtir a bateria, os riffs de guitarra, a energia que acredito que só esses estilos musicais conseguem me passar.

meu-ano-em-musicas

Norah foi a artista que mais ouvi, amo a voz dela e ela lançou um álbum muito amorzinho, mas o meu preferido ainda é o The Fall. Ele e o Not Animal do Margot & the Nucler So and So’s provavelmente são os álbuns que mais gosto, ouví-los completos é ainda melhor pois acho que as músicas se complementam muito bem, sentindo-as fazendo parte da obra em si, o sentimento que os artistas pensaram em passar. Felicidade do Jeneci foi descoberta num dia que eu estava me sentindo otimista e, bem, acho que as músicas felizes só me agradam em dias que eu tô realmente me sentindo de acordo. Em dias normais simplesmente se torna nhé.

Fun fact: ouço muito a faixa “Come away with me” principalmente pelo trecho “I wanna walk with you on a cloudy day“. E pensando sobre isso agora, acho que seja porque eu imagino que os melhores momentos com as pessoas que gosto são quando tô triste e consigo estar perto delas sem me sentir forçada a ficar feliz logo. Sei bem que há dias que simplesmente não consigo/quero ver alguém e é melhor assim, mas definitivamente é uma das sensações que mais gosto: me sentir acolhida e ouvida (ou permitida ao silêncio) de verdade. É uma música que me passa uma sensação triste e feliz ao mesmo tempo. Espero que gostem tanto quanto eu.