lembrança.

Pretérito, presente e futuro se unem em um único instante. A dor de falar passa a ser imensurável.
Dor que é a soma do dor própria, causadas por ínfimas palavras do passado que nunca imaginaram-se serem tão cortantes, e a dor de outrem — que acaba por tornar-se dor própria — ao receber a ferida da espada de quem fora magoado.
A angústia gritante daquele que acredita em tudo que ouve; daquele que nunca duvidou das palavras de seu amado, e que tristemente começa a sentir-se obrigado a duvidar.
O amor remanescente dá passos arrastados, ensaia alguns pulos de alegria, mas cai novamente, afetado pelas profundas feridas que não se permitem sarar.

11/11/12

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