reality bites: pelo momento ou pelo conteúdo?

Pode conter spoilers.

Acabei de assistir um filme despretensiosamente, depois de ver uma daquelas imagens com quotes que circulam no Facebook, mais especificamente essa:

tumblr_m17gmga27c1qckb7ho1_500

Acho que assistir às cegas me fez ter uma visão bem simplista e talvez empática sobre ele, seus personagens, etc. O filme em questão é o Reality Bites, que resumidamente trata de um grupo de jovens após se formarem na faculdade, seus ideais, como lidam com a necessidade de se sustentar e essa coisa toda. Apesar de estar pensando muito sobre esse tipo de assunto ultimamente, esquentando a cabeça e tudo mais, eu vi mais do que isso nesse filme. Antes de vir escrever aqui, olhei algumas impressões de outras pessoas sobre ele, que me chamaram a atenção por acharem que certa personagem foi endeusada, outra tida como malvada, e tudo bem. Parece ser um filme com público alvo pra quem tá nessa fase, e mesmo que eu não queira talvez inconscientemente tenha sido isso que tenha me feito gostar dele. Não foi “oh melhor filme da vida”, mas até chorei, e filmes que me fazem chorar ganham pontos comigo. Vi um pouco de mim em cada um deles, mas não pela idade e momento da vida, mas pelas merdas que fazem, pensamentos que já passaram na cabeça, por um momento feliz com alguém e depois não saber mais o que sente. Por não saber lidar com as situações, por perder o controle na hora de falar.

E bem, futuramente eu posso ver esse filme, na minha super maturidade adquirida, e achar uma baboseira, mas agora, pra mim, esse filme trata de mudanças e relações humanas. De fazer besteira, de ocultar, de se comunicar, e isso a gente aprende aos poucos, não do dia pra noite. Não vejo como definindo alguém como bom e ruim dentro da trama, mas pessoas sendo elas mesmas, fazendo o que acham melhor pra si naquele momento, e that’s it. Se o filme fosse continuar veríamos muito mais tretas, a mocinha poderia achar que fez uma burrada ficando com alguém que não tem um objetivo na vida, o carinha poderia se desencantar com ela, enfim, a vida é assim minha gente, e eu acho que o filme retratou bem isso.

— Além disso, todo mundo morre sozinho.
— Se acredita nisso mesmo, quem está procurando aqui fora?

Esse quote se destacou pra mim, porque o mocinho principal sempre lida com as coisas de uma forma desapegada, e aí o outro cara questiona isso a ele. Eu relacionei isso com aquilo de “ah, tá tudo fodido mesmo” junto com o oposto ideal de querer deixar um legado para a humanidade, fazer algo importante. O casalzinho principal é a união desses extremos. Porém, manter a pose de vida louca ou ser aquela criatura certinha que super se cobra e tem tudo milimetricamente calculado pros próximos dez anos, trazem ambos prejuízos. E a esfera que podemos alcançar vale mais, o resto é consequência. Sim, é bem importante planejar e analisar o que você quer da vida, e também não ser tão materialista. Mas mais importante ainda é tentar se aproximar daquela coisa chamada equilíbrio, e não é fraqueza errar enquanto se tenta.

Espero lembrar desse filme e revê-lo daqui a um tempo, pra saber se minha opinião permanece.

Anúncios

me livrando.

Brown Leather Crossbody Bag With White Framed Sunglasses

Finalmente criei coragem para tentar vender os livros que selecionei, e o resultado foi bem melhor e mais rápido do que eu esperava: no mesmo dia que postei, mais da metade já estava com data de retirada combinada :))) Por enquanto apurei R$73, e se ninguém mudar de ideia, até o final terei conseguido R$128 :’) O que mais me motivou foi o fato de ver os livros parados quando alguém poderia estar se entretendo e fazendo algo útil com eles. Além disso estou tentando diminuir as coisas à minha vista para não me sentir na obrigação de dar conta de tudo.

Também comecei a separar para doar as roupas que não uso mais. Duas delas estou querendo vender, pois praticamente não usei, mas acho que é mais complicado porque quem for comprar tem que provar e tudo mais… não sei.

Por ora, decidi parar um pouco mais e anotar minhas impressões sobre posts mais profundos que chegam no meu rss. Estou sentindo que deixo muito aprendizado passar ao ler rapidamente e já passar para o post seguinte; não quero mais me cobrar tanto na leitura deles (até porque já estão acumulados em mais de 450). Pretendo separar um dos meus cadernos velhos pra registrar esses pensamentos, mas dependendo do tipo de assunto posso trazer pra cá.

Pra finalizar, estou fazendo uma limpeza nas músicas do meu celular (parei pra escrever esse post c:). Minha intenção é ouvir álbuns completos, com as faixas na sequência em que foram ordenadas. Certa vez já percebi como isso dá mais significado à obra em si, e acho que vai ser uma experiência bacana também. Provavelmente vou anotar junto com minhas impressões sobre os posts, e o que sair de interessante compartilho por aqui.

when the day is long…

O título já introduz adequadamente meu dia: longo e pesado. Fui pra uma clínica fazer um exame, esperei duas horas para finalmente ser atendida e soprar um tubinho. Acho que todo o processo durou pouco mais de cinco minutos. Fiquei realmente estressada com a situação porque quando perguntei quantas pessoas tinham na minha frente, a atendente simplesmente disse “já já te chamam, não se preocupa”. Fui bem otária acreditando nisso. Enfim, esse sentimento de indignação se alojou em mim a ponto de eu fechar a cara até sair de lá (a parte boa foi que recebi o resultado já hoje – plot twist: aparentemente a “amostra” do meu sopro não foi boa o suficiente, espero que o médico não diga que o exame não serve de nada por causa disso). Maaas, como sempre, todas as sextas sem falta, tenho a querida aula de Administração que sempre me revolta. Não vou entrar nos pormenores porque sei que virou algo como uma repulsa permanente por motivos “bestas” com a professora. Alimentei mais sentimentos ruins e fiquei tipo o Kid Cudi.

kidicudi

Me sinto péssima quando fico assim, sem saber relevar as coisas que me tiram do sério e simplesmente focar no que interessa. Aí vem a questão: o que é que me interessa? As aulas de Administração, desde Empreendedorismo que tive no ensino médio, me parecem muito repetitivas, batendo muito na mesma tecla, pouca objetividade e prática. Tomada de decisão pra lá, habilidades e competências pra cá. Cara, recomenda um texto que agregue mais do que isso, mostra exemplos dentro da Biblioteconomia, contextualiza, pelamor!

Quando acabou a aula me lembrei de Day ‘N’ Nite do Kid e coloquei pra ouvir, embora eu não conheça outros trabalhos do moço, gosto muito dessa música (e do clipe também, que é maravilhoso). Costumo lembrar dela quando tô mal, principalmente quando me sinto desequilibrada, tentando ver o lado bom da coisa ruim, yin yang, Day ‘N’ Nite, e tal.

Também revi a última opening de Bleach, Harukaze, tanto porque amo a música quanto pela abertura em si, que me deixa com o coração apertado de tanta nostalgia.

burichi

Aproveitando a vibe post grande, vou registrar aqui alguns posts que li esses dias e achei interessantes:

O que ninguém me contou sobre “largar tudo e ser feliz”, no Papo de Homem
Minha cabecinha vive me dizendo que mereço mais que tudo isso que vivo e que tenho que encontrar a coisa especial que vou saber que é o que quero fazer, mas a realidade é dura e esse texto veio pra aceitar as coisas como elas são, ou pelo menos tentar…

Vídeo A história do yoga
Fiz o mínimo depois do post sobre yoga e fui atrás de vídeo pra me inteirar. Encontrei esse que achei muito bacana e objetivo, citando os pilares do yoga que achei incríveis e me deixaram empolgada para continuar frequentando as aulas.

E se eu estiver errada?, no Papo de Homem
Os textos do Papo de Homem são ótimos, e os do Alex Castro são super abridores-de-mente. A ideia de saber que estou errada com relação a algo/alguém mas ainda ficar com os nervos à flor da pele me deixa ainda mais frustada, é quando percebo que não sei nem por onde começar a aplicar esse tipo de coisa que leio. Fico bastante mal mas sei que é necessário. Nenhuma mudança acontece do dia pra noite (daqueles clichês indispensáveis).

That’s all, folks.