a importante imersão na cultura.

camera, glasses, magnifying glass

Algumas vezes me vi curiosa sobre o motivo de se ter explicações sobre cultura e outros detalhes sobre os países em cursos de ensino de idiomas. Pode até parecer óbvio pra algumas pessoas, inclusive eu tinha a ideia básica de entender melhor como as peculiaridades de certo país se refletem em sua língua, mas tive um insight que me fez sentir essa necessidade de uma forma mais profunda, digamos assim.

No Tai Chi eu cheguei a ficar bastante cansada de tanta explicação sobre a cultura e detalhes das origens da arte. Eu sabia que era necessário mas, no mínimo, metade da aula era teórica, e eu ficava bem aérea em certos momentos. Quando iniciei o yoga, tive algo como um baque, uma sensação de adentrar aquela cultura (que até agora não pesquisei por mim mesma, shame on me), me apropriar de seu ritual, sem dar o devido valor às raízes e do que tudo aquilo significa pro seu povo. Logo na primeira prática, a professora nos indicou a postura, deu as instruções e pediu para fazermos o “Om” três vezes. Eu fiquei bem wtf e me sentindo uma esquisita fazendo algo sem saber o porquê. Em todas as práticas sempre tem esse momento que eu me sinto invadindo a cultura, seja com o “Om” e outros mantras que ela fala, ou quando ela pronuncia o nome das posições que fazemos. Acredito que ela tenha assumido que todos já haviam pesquisado sobre, mesmo quem é iniciante. Vou fazer o que posso pra não “desonrar” o yoga e pesquisar mais a fundo pra me esclarecer.

Outro exemplo de quando senti isso, fora do yoga, foi ao assistir o treino de karatê do meu namorado, Samuel (vou começar a usar o nome dele porque essa coisa de ficar dizendo “meu namorado” me dá agonia). No kata eles falam algumas frases e números em japonês, e observar isso me deu mais ou menos a mesma sensação que tive no yoga, mas creio que eles tiveram uma explicação melhor sobre porquê e como falar. No Alemão também eram comuns intervenções pra falar coisas sobre como eles são etc.

Não tenho um ponto específico no qual quero chegar, só achei interessante sentir isso, acaba me tornando mais receptiva a esses momentos de aprendizado sobre os países em si, sua história e origens.

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