a importante imersão na cultura.

camera, glasses, magnifying glass

Algumas vezes me vi curiosa sobre o motivo de se ter explicações sobre cultura e outros detalhes sobre os países em cursos de ensino de idiomas. Pode até parecer óbvio pra algumas pessoas, inclusive eu tinha a ideia básica de entender melhor como as peculiaridades de certo país se refletem em sua língua, mas tive um insight que me fez sentir essa necessidade de uma forma mais profunda, digamos assim.

No Tai Chi eu cheguei a ficar bastante cansada de tanta explicação sobre a cultura e detalhes das origens da arte. Eu sabia que era necessário mas, no mínimo, metade da aula era teórica, e eu ficava bem aérea em certos momentos. Quando iniciei o yoga, tive algo como um baque, uma sensação de adentrar aquela cultura (que até agora não pesquisei por mim mesma, shame on me), me apropriar de seu ritual, sem dar o devido valor às raízes e do que tudo aquilo significa pro seu povo. Logo na primeira prática, a professora nos indicou a postura, deu as instruções e pediu para fazermos o “Om” três vezes. Eu fiquei bem wtf e me sentindo uma esquisita fazendo algo sem saber o porquê. Em todas as práticas sempre tem esse momento que eu me sinto invadindo a cultura, seja com o “Om” e outros mantras que ela fala, ou quando ela pronuncia o nome das posições que fazemos. Acredito que ela tenha assumido que todos já haviam pesquisado sobre, mesmo quem é iniciante. Vou fazer o que posso pra não “desonrar” o yoga e pesquisar mais a fundo pra me esclarecer.

Outro exemplo de quando senti isso, fora do yoga, foi ao assistir o treino de karatê do meu namorado, Samuel (vou começar a usar o nome dele porque essa coisa de ficar dizendo “meu namorado” me dá agonia). No kata eles falam algumas frases e números em japonês, e observar isso me deu mais ou menos a mesma sensação que tive no yoga, mas creio que eles tiveram uma explicação melhor sobre porquê e como falar. No Alemão também eram comuns intervenções pra falar coisas sobre como eles são etc.

Não tenho um ponto específico no qual quero chegar, só achei interessante sentir isso, acaba me tornando mais receptiva a esses momentos de aprendizado sobre os países em si, sua história e origens.

yoga e doença.

Volto aqui hoje, em pleno domingo, para registrar que comecei a praticar yoga na última segunda (22/08). Eu estava/estou muito empolgada em me colocar em movimento depois de um bom tempo, mas acabei me desanimando por um série de sintomas que venho sentindo nos últimos meses. Após as duas práticas que tive, meus joelhos ficaram doloridos (problema de anos sem diagnóstico determinado ainda, shame on me), isso me preocupa bastante e tô bem arrependida de não ter me mobilizado a ir pro médico logo, pois não quero ter que abandonar o yoga. Além disso, estou sentindo dores no cotovelo e calcanhar direito, falta de ar, algo que creio ser infecção urinária, e acho que só… O processo de consultas e exames têm sido lento por conta do trabalho que tenho de manhã, e aulas à tarde de segunda até quarta. Isso somado à minha confusão sobre me decidir quanto aos meus objetivos e metas vem me deixando esgotada e em alguns momentos impaciente e chata, isso me deixa muito mal. Espero que esses sintomas não indiquem algo pior…

91 days, decisões e máfia.

Pode conter spoilers.

Vi um post sobre o anime 91 Days, no Nave Bebop, que me impeliu a assistir. Então chamei meu namorado e iniciamos o primeiro episódio. Não sou daquelas que costuma ver animes com frequência, apesar de já ter passado por um período assim, mas de todo modo ainda procuro alguns de vez em quando.

A temática de máfias geralmente é bem confusa pra mim, talvez pelos nomes que acabo não lembrando e acabo me enrolando bastante no meio de todas as tretas. Foi assim com Gangsta., que terminei sem entender nhecas, mas provavelmente vou dar uma chance a 91 porque dessa vez vai ter alguém acompanhando comigo, ou seja, vou aproveitar bastante pra encher o saco tirando minhas dúvidas sobre que-diabos-aconteceu-nesse-episódio?

A história é sobre um garoto que vê sua família ser assassinada por uma família que comandava o local, aparentemente porque seu pai era envolvido com ela. Ele consegue fugir e, 7 anos depois, recebe uma carta com uma foto da sua irmã e, pelo que entendi, vai atrás do remetente. O que mais me chamou atenção nesse primeiro episódio foi durante a cena do assassinato dos pais do protagonista (sim, vou chamar de protagonista porque não sou dessas que decora nomes de personagens facilmente), quando a irmã dele corre para fora do armário que estava escondida para abraçar a mãe.

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Com certeza foi uma cena bastante tensa, e imagino o impacto disso na cabeça do protagonista, uma criança na época, ainda mais considerando que ele continuou escondido e assistiu a morte da família, sem conseguir fazer nada.

Sei bem que é cedo para levantar hipóteses sobre o rapaz, mas acredito que esse fato deixou uma marca dolorosa nele, além do evidente desejo por vingança. Gosto de perceber esse tipo de coisa sobre a história dos personagens e tentar ver reflexos disso em suas atitudes, acredito que é algo que dá bastante profundidade ao desenvolvimento da trama e o entendimento de suas nuances. Vamos ver o que vai rolar em seguida!

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Para quem tiver interesse em acompanhar, indico o Valar Fansub que está legendando o anime, por enquanto com quatro episódios.

invisíveis amarras.

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The Catcher in the Rye está representando, hoje, o quanto eu me apego a terminar o que começo (ironicamente não funciona da mesma forma quando são coisas realmente importantes). Quero ler vários outros livros, mas a “obrigação” que sinto em terminar um, mesmo que não esteja gostando, e esse especialmente pela tentativa de ler algo em inglês, não me deixa partir pra outra com a mente tranquila. </3

A pior parte é saber que foi um livro que curti muito quando li pela primeira vez em português, e agora a experiência não está sendo tão boa. Mudei? Creio que sim. Mais um livro para desapegar, pelo visto. Ah, outra coisa ruim é me sentir assim com algo que costumava me ser tão leve. Ir na biblioteca da escola, escolher um livro depois de algum tempo fuçando as estantes, passar horas lendo sem aquela sensação de desconcentração que hoje é rotineira. Malditos tempos modernos…