every tear, a waterfall.

Tocou Paradise de Coldplay no rádio enquanto eu voltava para casa, e tendo em vista tudo que eu estava sentindo, essa frase da música me pareceu cair bem pro título desse post.

Aparentemente, tudo começou a caminho do trabalho, onde me surgiu o seguinte pensamento: como alguém que tem medo do que os outros vão achar do que fala/faz, pode, ao mesmo tempo, sentir que ninguém se importa com merda nenhuma a não ser si mesmo, que ninguém ouve ninguém de verdade? Esse alguém sou eu, e não encontrei a resposta.

O pensamento inocentemente se implantou na minha cabeça e passei a tarde inteira pensando em compartilhá-lo, mas não encontrei um momento apropriado para tal. Logo mais, durante a aula da universidade, recebo a nota de uma prova que estava ansiosa em saber o resultado (pela aura que se instaurou nesse post você pode supor que não foi o que eu esperava). Vi tudo que eu havia planejado indo por água abaixo. Intercâmbio, bolsa de pesquisa, etc etc etc. E aí começou o que vem acontecendo com mais frequência nos últimos tempos. Em dias/momentos normais as coisas vão e vêm na minha cabeça, mas com uma fagulha de pensamento estressante no dia já coloca todo o resto a perder. Não consegui mais prestar atenção na aula. Tava desesperada pra sair dali, ir pra algum lugar sem ninguém e chorar. As coisas boas simplesmente somem, e tudo que acontece se acumula junto com aquela ideia inicial do capeta. Não vai embora, só piora. Sorte que minha cabeça, depois de tanto choro e conflito, apesar de doer pra cacete, me faz ter bastante sono e no outro dia acordo menos mal, pronta pra outra…

Enquanto não prestava atenção na aula, também comecei a pensar em como lidar com situações que suas capacidades são importantes pra te escolherem em vez de outra pessoa. Se minhas capacidades não forem óbvias vou ficar sempre pra trás. E não posso esperar vir aquele famoso caçador de talentos que enxergue minhas habilidades magníficas e invista no meu suposto potencial. O que fazer quando sinto que estou sendo outra pessoa enquanto tento me destacar entre os demais?
Durante a tarde ouvi duas músicas com trechos que também alimentaram a fagulha malévola inicial. Vou colocar aqui pra, quem sabe, fazer o mal com você também. Colocar aquela fagulha inquiridora na tua cabeça.

Faz um bom tempo que não escuto Avenged Sevenfold mas essa música é uma das melhores pra mim, foi bom ouvi-la novamente hoje.

Me salve
Estou preso em um mundo vil
Onde o fim do jogo é igual a qualquer outro
Nós só estamos aqui para morrer
Estou perdendo meu único sonho
Posso usar alguma luz guiadora, algum lugar para ir
Se você ouvir, me avise

[…]

Ele pode estar fora de si, mas um dia você descobrirá
que a sanidade nos deixou cegos, e nos arrastou para trás

Gosto muito do álbum Dressed up as a life, e hoje essa música ficou o dia inteiro na minha cabeça.

Quero respirar sem me sentir tão autoconsciente
mas é difícil quando o mundo inteiro está te olhando

Enfim, como sempre, perguntas demais e respostas de menos. Pra compensar me sinto um pouco melhor por conseguir escrever e tentar organizar tudo que pensei. Quem sabe um dia tudo isso me seja útil.

 

começando.

Bem, criei esse espaço há mais de duas semanas, se não me engano, e como podem ver até agora não havia postado nada. Não tenho perspectivas de que se torne algo grande, com palavras rebuscadas e esse tipo de coisa. Como o título sugere, venho aqui mais como um meio de desabafar, mesmo que seja para o nada. Não comecei a publicar antes porque as coisas vão pulando na minha frente pedindo pra eu fazê-las e eu acabando deixando boa parte de lado pra jogar ou simplesmente percorrer um feed de notícias. Informações por todos os lados. Provavelmente por causa disso minha cabeça anda tão cheia. A parte engraçada (e triste ao mesmo tempo) é que acabo pensando muito em tudo, e, consequentemente, em nada específico. É meio que um tipo de esforço pra entender o todo, que obviamente, não vem tendo nenhum êxito. Geralmente penso sobre porque fico tão impaciente e estressada com as coisas, porque não me envolvo com algo, tomo alguma atitude. É como se eu vivesse no plano das ideias, basicamente porque o mundo real é mais cansativo. Porém venho sendo torturada pelas ideias… Porém tenho aceitado o desafio de tentar lidar com a realidade e a imaginação.